Santo Antônio da Patrulha recebe cisterna comunitária
Santo Antônio da Patrulha é um dos municípios contemplados com a instalação de cisternas de 15 mil litros destinadas a amenizar os efeitos da estiagem no Rio Grande do Sul.
A Escola Municipal de Ensino Fundamental José Telmo Martins, localizada em Sertão do Cantagalo, recebeu um reservatório para captar água da chuva, trazendo benefícios diretos para a comunidade local.
Segundo a diretora Aline Ramos Tedesco, o recurso será utilizado em atividades essenciais do dia a dia escolar.
“A cisterna nos ajuda na limpeza, no abastecimento dos banheiros e também serve como ferramenta pedagógica para trabalharmos com os estudantes a importância da preservação da água, que é fundamental para a vida”, afirmou.
Ela destacou ainda que a comunidade, já acostumada a recorrer a caixas d’água coletivas, passa a contar com um reforço importante em uma região marcada pela escassez hídrica.
Projeto amplia rede de apoio contra a seca no Estado
O projeto de instalação das cisternas é fruto de uma parceria entre a Defesa Civil do Rio Grande do Sul e a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que fez a doação dos 77 reservatórios.
Até agora, 55 cisternas já foram instaladas em 40 municípios, em locais de uso comunitário, para garantir que famílias e instituições tenham acesso à água captada da chuva.
De acordo com o coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Chaves Boeira, o foco é atender as necessidades das populações mais afetadas.
“A parceria nos possibilitou auxiliar 77 localidades que, agora, sofrerão menos com os impactos da estiagem, reduzindo o uso de água potável em atividades que podem ser substituídas pela água da chuva, como limpeza e manutenção”, explicou.
São Valério do Sul: economia e conscientização com a cisterna escolar
Outro município contemplado foi São Valério do Sul, onde a Escola Municipal de Ensino Fundamental João XXIII, na Vila Coroados, recebeu um reservatório.
O engenheiro civil da prefeitura, Lúcio André Licks, destacou os ganhos econômicos: com a média anual de precipitação, a cisterna pode gerar economia superior a R$ 200,00 mensais em água.
Para ele, os benefícios vão além da redução de custos. “A ação contribui para a conscientização da comunidade escolar sobre o uso racional da água, recurso cada vez mais escasso em razão das estiagens frequentes no Estado”, ressaltou.
Um legado de pertencimento e sustentabilidade
Mais do que garantir abastecimento em períodos de seca, as cisternas reforçam a importância do compartilhamento de recursos e da consciência ambiental.
As escolas contempladas tornam-se espaços de aprendizado sobre sustentabilidade, formando gerações mais preparadas para lidar com os desafios climáticos que atingem o Rio Grande do Sul.



















