Luis Fernando Verissimo morre aos 88 anos em Porto Alegre após complicações de pneumonia
Filho de Erico Verissimo, o escritor marcou a literatura brasileira com humor, inteligência e mais de 70 livros publicados
Último adeus a um mestre das letras
Luis Fernando Verissimo morreu aos 88 anos, em Porto Alegre, na madrugada deste sábado (30), às 00h40, no Hospital Moinhos de Vento, onde estava internado desde o dia 11 de agosto.
A causa do falecimento foram complicações decorrentes de uma pneumonia.
A notícia abalou o meio literário e cultural brasileiro, já que Verissimo era considerado um dos maiores cronistas e escritores do país.
Trajetória marcada por talento e humor refinado
Filho do renomado escritor Erico Verissimo, Luis Fernando herdou não apenas o talento literário, mas também a capacidade de se comunicar com diferentes gerações de leitores.
Ao longo da carreira, publicou mais de 70 obras e vendeu cerca de 5,6 milhões de exemplares, conquistando um lugar de destaque entre os autores mais lidos e respeitados da literatura nacional.
Suas crônicas, contos e romances cativaram o público com um estilo único, combinando ironia, humor sutil e reflexões inteligentes sobre o cotidiano.
Essa habilidade fez com que se tornasse leitura obrigatória para quem buscava compreender o Brasil de forma leve e, ao mesmo tempo, crítica.
Início no jornalismo e consagração como cronista
A trajetória de Luis Fernando Verissimo começou no jornalismo, em 1966, quando assumiu a função de revisor do jornal Zero Hora, em Porto Alegre.
Poucos anos depois, lançou seu primeiro livro, “O Popular”, publicado em 1973, que marcou o início de uma carreira literária de sucesso.
Além da literatura, consolidou-se como cronista em veículos de grande circulação nacional, como O Estado de S. Paulo, O Globo e o próprio Zero Hora, tornando-se uma das vozes mais influentes e admiradas da crônica brasileira contemporânea.
Legado imortal na cultura brasileira
O impacto de Luis Fernando Verissimo ultrapassa fronteiras literárias.
Suas obras foram adaptadas para teatro, televisão e até mesmo para quadrinhos, sempre com enorme aceitação popular.
Sua escrita, ao mesmo tempo simples e sofisticada, aproximou milhares de leitores da literatura e ajudou a popularizar a crônica como gênero literário no Brasil.
Sua partida deixa uma lacuna difícil de ser preenchida, mas seu legado permanece vivo na memória de leitores, estudiosos e admiradores da cultura brasileira.



















