[rank_math_breadcrumb]

Tomando chimarrão, achamos a solução para a administração pública do país

Neste último fim de semana recebi a visita de um antigo colega do Curso Técnico de Contabilidade Visconde de Mauá, que cursamos de 1965 a 1967 em Rosario Sul. Esses…

Neste último fim de semana recebi a visita de um antigo colega do Curso Técnico de Contabilidade Visconde de Mauá, que cursamos de 1965 a 1967 em Rosario Sul.

Esses anos foram os primeiros quatro anos do Regime Militar implantado no Brasil, em 1964.

Foram momentos iniciais, também, das restrições impostas aos movimentos estudantis, o que não impedia, no entanto que- reservadamente e com muito cuidado – falássemos sobre política.

Nesse nosso memorável encontro de sábado 16 de agosto, tranquilamente, sentados nos sofás da minha garagem que virou biblioteca e hoje ocupo como escritório, tomando um chimarrão com erva missioneira, falamos de nossa juventude em Rosário do Sul, de nossos amigos, do Colégio Plácido de Castro e Marçal Pacheco, onde funcionava o curso de Contabilidade, do Bar do Osvaldo e falamos em política.

Fomos unânimes em constatar que o Brasil, há muitos anos, há séculos talvez, com raríssimas exceções, vem sendo mal administrado nas esferas Executivas Federais, Estaduais e Municipais.

Fomos levados a concluir que, o Art. 14 de nossa Constituição de 1988 ao definir, democraticamente, que todo e qualquer brasileiro observado o disposto no § 3º pode votar e ser votado para qualquer cargo do executivo ou legislativo de todo o território nacional, permite que se elejam administradores incompetentes e incapazes, administrativamente.

Tive a ousadia de dizer que é por isto que são eleitos Presidentes, Governadores e Prefeitos, possuidores de desvios de condutas e, na sua maioria, por falta de condições intelectuais, totalmente, despreparados para o exercício dos cargos que por quatro ou oito anos -se forem eleitos- ocuparão.

O meu colega igual a mim, hoje, de cabelos brancos ficou em silêncio por alguns minutos sorveu o mate até ao final, roncou a cuia e ao me entregá-la disse:

Temos uma solução! Vou declará-la e ver se tu concordas!

É preciso normatizar e definir formas de escolhas, mediante lei, dos ministros, secretários de estados e secretários municipais.

Me explicou: Para ser Ministro da Saúde o cidadão tem que ser médico de renome, para ser Ministro de Fazenda tem que ser economista reconhecido nacionalmente, para Ministro das Relações Exteriores, tem que ser um embaixador de Carreira, com formação no Instituto Rio Branco e, assim por diante. Para assumir cada cargo seria exigida formação adequada ao mesmo.

Esta normatização valeria para cargos nos Governos Federal, Estadual e Municipal de todo o país e seria implantado após aprovação de Lei pela Câmara e pelo Senado Federal.

Te garanto, meu colega que, com esta providência, o país tomaria outros rumos e mesmo com um presidente, um governador ou um prefeito incompetente, ou quase analfabetos, a Administração Pública seria de excelência e levaria o Brasil ao verdadeiro lugar que merece ocupar entre as Nações.

Com certeza, meu colega, seríamos exemplo para o mundo.

Me levantei, lhe dei um abraço e quando fui servir o meu chimarrão, constatei que a água da garrafa térmica tinha terminado…

Conversamos mais alguns minutos e ele me disse que ia que ir pegar a esposa que tinha ficado no centro e Capão Novo, cortando o cabelo.

Eu disse que ia fazer um texto sobre nossa conversa e ele me disse que eu podia fazer….me pediu por, modéstia, que omitisse o seu nome.

Concordei e, aqui está o texto para apreciação, comentários e críticas de meus sete ou oito leitores.

Receba as principais notícias no seu WhatsApp

Este conteúdo foi produzido em parceria com colaborador do Portal Litoralmania. O Litoralmania revisa, edita e publica o material assegurando qualidade, apuração e transparência, mantendo seu compromisso com informações confiáveis e bem fundamentadas.

Notícias relacionadas