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Idosa presa pelos atos de 8 de janeiro é agredida em penitenciária de SC

Uma idosa de 62 anos, condenada pelos atos de 8 de janeiro, foi agredida no início de agosto no Presídio Feminino Regional de Florianópolis. A detenta, que cumpre pena de…
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Foto: Meramente ilustrativa

Uma idosa de 62 anos, condenada pelos atos de 8 de janeiro, foi agredida no início de agosto no Presídio Feminino Regional de Florianópolis.

A detenta, que cumpre pena de 14 anos de prisão, foi atacada por companheiras de cela no dia 4 de agosto e precisou de atendimento médico após o episódio.

O caso ganhou repercussão nacional quando o Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido da defesa para que a pena fosse cumprida em prisão domiciliar.

Como ocorreu a agressão no presídio

Segundo informações da defesa, liderada pela advogada Ana Carolina Sibut, a violência foi identificada durante uma rotina de inspeção realizada pela equipe da unidade prisional.

Após o ataque, a idosa foi levada para atendimento médico, realizou exame de corpo de delito e teve um boletim de ocorrência registrado.

A Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri) confirmou, em nota oficial, que a agressora foi retirada da cela como medida de proteção, evitando novos confrontos.

Histórico da prisão

Jucilene Costa do Nascimento foi presa no dia 8 de janeiro de 2023, no contexto das invasões e depredações ocorridas em Brasília.

Após permanecer detida por sete meses, chegou a ser solta, mas retornou ao sistema prisional em 2024, onde permanece há um ano e dois meses.

Condenada a 14 anos de prisão, Jucilene é uma das centenas de investigadas que tiveram penas fixadas pela participação nos atos que atacaram a democracia e os Três Poderes.

STF nega prisão domiciliar à idosa

A defesa da idosa alegava que sua idade avançada e as condições dentro do presídio justificariam a concessão da prisão domiciliar.

No entanto, o STF rejeitou o pedido, mantendo a condenação em regime fechado.

A Corte entendeu que não havia elementos suficientes para substituir a pena de prisão, mesmo diante da alegação de vulnerabilidade da detenta.

O que diz a Sejuri sobre o caso

Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri) informou que a ocorrência foi tratada de forma imediata e que medidas de proteção foram adotadas.

Além da separação das detentas, a secretaria reforçou que o atendimento médico e psicológico está disponível para todas as internas em situações semelhantes.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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