Quiosques em Cidreira
A situação dos quiosques em Cidreira virou pauta central após a Prefeitura promover uma reunião no Plenário da Câmara de Vereadores para debater a ocupação da orla do município.
O encontro buscou esclarecer a cobrança do Ministério Público Federal (MPF), que exige a regularização das estruturas instaladas em áreas públicas sem processo licitatório.
No encontro, gestores municipais, vereadores e representantes da comunidade discutiram as mudanças previstas no projeto de regularização, que prevê a substituição dos quiosques atuais por estruturas padronizadas em containers metálicos.
Protestos contra os containers: comerciantes alegam custos inviáveis
A proposta, porém, gerou forte reação de comerciantes locais. Um frequentador da reunião criticou o modelo apresentado, afirmando que os custos são incompatíveis com a realidade da economia local:
“Querem colocar container de ferro com altos custos. Nenhum quiosqueiro hoje teria condições de bancar esses valores. Tem ponto na beira-mar que não vende R$ 500 por dia. Como vão ter condições de comprar container, pagar pelo ponto e ainda investir em mercadorias? Com esse projeto, poucos cidreirenses terão condições de permanecer. Isso pode deixar 30 famílias sem renda nesta temporada”, reclamou.
A manifestação reflete o temor de que a nova regulamentação possa excluir trabalhadores locais e abrir espaço para empresários de fora da cidade, retirando a fonte de sustento de dezenas de famílias.
Prefeitura de Cidreira defende legalidade do processo
Em resposta às críticas, a Prefeitura esclareceu que a mudança não é uma decisão isolada, mas atende a exigência do Ministério Público Federal, responsável por cobrar a regularização.
Segundo a administração, os containers propostos possuem resistência à maresia e custo semelhante ao de outras estruturas comerciais, além de atender às normas legais.
A gestão municipal afirmou ainda que todo o processo será conduzido com transparência, por meio de licitação pública, garantindo igualdade de condições a todos os interessados.
“Estamos buscando uma solução que atenda às exigências legais. O processo será transparente e todas as informações estarão disponíveis nos documentos da licitação. Seguimos abertos ao diálogo para garantir uma saída justa e viável para todos”, destacou a Prefeitura.
Reunião teve participação de vereadores e secretários
A reunião contou com a presença da Secretária Tamyris Sessim, do Procurador-Geral do Município, Dr. Carlos Eduardo Martinez, além dos vereadores Jurê Borges, Rodrigo Baxo e Tina Oliveira. Também participaram comerciantes, moradores e representantes de associações locais.
O público presente teve espaço para tirar dúvidas, expor preocupações e ouvir esclarecimentos sobre os próximos passos da regularização dos quiosques da orla.
Próximos passos e compromisso da gestão
A Prefeitura de Cidreira reforçou que segue comprometida em respeitar a legislação vigente, proteger os direitos dos trabalhadores e organizar o espaço público.
A administração afirma que está empenhada em encontrar uma solução que concilie a exigência legal do MPF com a realidade econômica das famílias que dependem da atividade dos quiosques.



















