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Morte de J.R. Guzzo: aos 82 anos, morre ícone do jornalismo brasileiro

Morte de J.R. Guzzo foi confirmada neste sábado (2), aos 82 anos, em São Paulo. O jornalista, cuja assinatura marcou o jornalismo de opinião nas últimas décadas, faleceu vítima de…

Morte de J.R. Guzzo foi confirmada neste sábado (2), aos 82 anos, em São Paulo.

O jornalista, cuja assinatura marcou o jornalismo de opinião nas últimas décadas, faleceu vítima de um infarto ocorrido durante a madrugada.

Segundo informações da família, Guzzo enfrentava problemas crônicos nos rins, pulmões e no coração.

👨‍👦 Filho homenageia o pai: “um dos maiores e melhores jornalistas do Brasil”

O falecimento foi lamentado publicamente por seu filho, Roberto Guzzo, que prestou uma homenagem emocionada:

Estou muito triste porque hoje morreu, senão o maior e melhor jornalista de todos os tempos, um dos maiores e melhores jornalistas que o Brasil já teve.

📰 Carreira começou na Última Hora e foi marcada por passagens históricas

José Roberto Dias Guzzo nasceu em São Paulo e iniciou sua trajetória jornalística em 1961 no jornal Última Hora, na capital paulista.

Poucos anos depois, passou a integrar o recém-lançado Jornal da Tarde, do Grupo Estado, tornando-se correspondente internacional da empresa em Paris.

🗞 Sucesso na Editora Abril: Veja e Exame sob o comando de Guzzo

Foi na Editora Abril que Guzzo consolidou sua importância na história da imprensa.

Ele participou da fundação da revista Veja, em 1968, como editor de Internacional. Tornou-se correspondente em Nova York, cobrindo conflitos como a Guerra do Vietnã e sendo o único jornalista brasileiro presente no encontro histórico entre Richard Nixon e Mao Tsé-Tung, em 1972, na China.

Aos 32 anos, em 1976, assumiu a direção da Veja, que manteve até 1991. Sob seu comando, a revista multiplicou sua tiragem e atingiu status internacional, sendo considerada a quarta maior publicação semanal do mundo em seu segmento, atrás apenas da Time, Newsweek e Der Spiegel.

Ganhou o apelido de “mão peluda”, por sua capacidade de transformar textos cansativos em conteúdos cativantes com poucos retoques.

💼 Exame: a transformação da revista de negócios em referência editorial

Em 1988, passou a acumular a direção da Veja com o comando da revista Exame, que reinventou editorialmente.

Após se desligar da Veja em 1991, dedicou-se exclusivamente à Exame por mais de uma década, tornando-a a revista mais lucrativa da Abril em termos proporcionais.

🖋 J.R. Guzzo seguiu escrevendo até os últimos anos

Mesmo após sair das redações executivas, Guzzo continuou atuando como colunista de opinião, publicando textos em diversos veículos, tanto impressos quanto digitais, como a revista Oeste, da qual foi um dos fundadores.

Assinando como J.R. Guzzo, manteve-se ativo no debate político e cultural até o fim da vida.

📚 Legado de décadas deixa marca no jornalismo brasileiro

A morte de J.R. Guzzo encerra uma das mais notáveis trajetórias do jornalismo nacional.

De repórter a diretor de grandes publicações, passando por coberturas históricas e momentos decisivos da política internacional, Guzzo deixa um legado de integridade, técnica refinada e compromisso com a informação.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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