O ciclone que avança sobre o Rio Grande do Sul desde a madrugada de segunda-feira (28) causou estragos significativos no Litoral Norte.
Um dos danos ocorreu em Xangri-Lá, onde a plataforma marítima de Atlântida teve cerca de 25 metros da estrutura destruída pela força dos ventos, que passaram dos 100 km/h em diversas cidades da região.
Estrutura estava interditada por risco de colapso desde 2023
De acordo com a Associação dos Usuários da Plataforma Marítima de Atlântida (Asuplama), o trecho afetado já apresentava fragilidades estruturais.
Um laudo técnico elaborado pelo Laboratório de Ensaios de Modelos Estruturais (Leme), da UFRGS, apontava danos em uma das vigas de sustentação.
A estrutura foi interditada oficialmente em 2023, após uma maré alta comprometer ainda mais a segurança do local.
Plataforma de Atlântida tem histórico de interdições e reformas
Inaugurada em 1976, a plataforma marítima de Atlântida foi projetada para atividades de pesca e lazer.
Ao longo dos anos, passou por diversas obras de manutenção, mas também acumulou interdições frequentes por questões de segurança estrutural.
Mesmo antes da destruição provocada pelo ciclone, a plataforma já não recebia visitantes.
Ciclone causa estragos e deixa milhares sem luz no Estado
Além dos danos em Xangri-Lá, o ciclone afetou amplamente o Rio Grande do Sul.
Segundo a CEEE Equatorial, mais de 340 mil clientes ficaram sem energia elétrica durante a segunda-feira.
As cidades mais atingidas foram Porto Alegre, Capão da Canoa, Viamão e Osório.
A Prefeitura de Capão da Canoa, um dos municípios litorâneos mais afetados, decretou estado de calamidade pública devido à força da tempestade e aos prejuízos materiais registrados.



















