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Informação não é mercadoria, é um bem público – Suely Braga

Suely Braga A capacidade que o ser humano tem de refletir criticamente sobre a vida, éque determina a sua liberdade, mas a grande questão é: por que as pessoas recusam…
Foto: Suely Braga
Suely Braga

A capacidade que o ser humano tem de refletir criticamente sobre a vida, éque determina a sua liberdade, mas a grande questão é: por que as pessoas recusam repensar suas crenças, valores e opiniões políticas? Medo?

Freud explica: “A nossa civilização é, em grande parte, responsável pelas nossas desgraças.”

Observemos se o indivíduo está preso em pensamentos repetitivos, que não são seus e seja somente um reprodutor de discursos que lhe são passados por relações sociais. Torna-se impossível ser livre e, será escravo do sistema vigente. Ele estará adaptado à servidão voluntária.

George Orwell diz: “ De maneira permanente, uma sociedade hierárquica só é possível, na base da pobreza e da ignorância.”

Na sociedade do conhecimento e da informação, a escravidão moderna dos indivíduos é baseadana manipulação, alienando-os e os transformando em um autômato, incapaz de escrever uma linha de sua vida sozinho. A burguesia dominante cria amarras, a fim de que os indivíduos se mantenham subjugados, sem perceberem a sua prisão.

Como diz José Saramago em seu ensaio sobre a Cegueira: “ isto se dá pela falta de reflexão crítica, que os indivíduos possuem, de modo que, se torna muito fácil controlá-los à necessária manutenção do status quo.”

Deste modo, “magicamente” a realidade passa a ser construída pelos detentores do poder nas relações de força na sociedade, de maneira que
ela seja modificada e ajustada de acordo com os interesses do momento.

Os indivíduos apenas aceitam a verdade imposta, ainda que seja contraditória e vise a manutenção das discrepâncias sociais, por que foram e são manipulados pelas informações que lhes passam diariamente, seja na mídia, ou nas redes sociais.

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